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Disparada da inflação pode desgastar lucro real no Tesouro IPCA+? Veja o que fazer

por João P. Silva
 Disparada da inflação pode corroer lucro real no Tesouro IPCA+?  Veja o que fazer

A renda fixa oferece, em universal, segurança e firmeza aos investidores. Isto, porém, não significa que quem aplica em título de dívida não possa ter surpresas na carteira. O Tesouro IPCA+, “queridinho” dos alocadores em 2024, é um exemplo: apesar de oferecer proteção contra a inflação, o componente prometido dos juros reais não está imune a um cenário de disparada do IPCA.

Entenda, a seguir, uma vez que se dá aos remuneradores dos cargos públicos atrelados à inflação e veja uma vez que antecipar movimentos no portfólio se o cenário macroeconômico piorar – e se vale mesmo perder o sono por conta disso.

Efeito do IR na subida da inflação

O rendimento de um título do Tesouro IPCA+ é constituído por dois fatores: a inflação e um salário prefixado pelo Tesouro no momento da compra. Hoje, a segmento prefixada das remunerações está na fita dos 6,35% ao ano.

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A possibilidade de cilada é não remunerar o Imposto de Renda. Posteriormente receber o montante aplicado revisto pela inflação e com o acréscimo de juros, o investidor deve remunerar o IR em cima do proveito de capital. E é aí que seu rendido real pode minimizar: o IR é cobrado pelo valor totalidade proveito, seja de inflação ou de rendimento.

Logo, se a inflação subir, o valor do Imposto de Renda também sobe, o que vai minuindo o lucro real do investidor. Ou seja, quanto mais a inflação subir, menor será o componente de rendimento real em cima do valor recebido no vencimento do título.

Simulação

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Traduzindo em números, se um título do Tesouro IPCA+ oferece rendimento real de 6,35% ao ano e uma inflação de somente 4% ao ano, o rendido da emprego em rendimento real, descontando o IR devido, será de 4,8%. Em outro cenário, se a inflação sobe e sobe para 10%, o rendimento real pago pelo mesmo título cai para 4%.

Veja, nas tabelas aquém, uma vez que o rendimento líquido de uma emprego no Tesouro IPCA+ diminui conforme a inflação avançada:

Tesouro IPCA+ 5%
Inflação Rendimento real pago pelo papel
3% 3,81%
4,50% 3,60%
6% 3,40%
8% 3,14%
10% 2,89%
Nascente: Michael Viriato, estrategista da Mansão do Investidor
Tesouro IPCA+ 6,5%
Inflação Rendimento real pago pelo papel
3% 5,09%
4,50% 4,88%
6% 4,68%
8% 4,41%
10% 4,16%
Nascente: Michael Viriato, estrategista da Mansão do Investidor

Porquê se proteger

Hum estrondo Inflacionário não é cenário esperado por nyumo, mas o investidor que quer se proteger desse efeito pode fazer ajustes na carteira. Um deles é comprar títulos mais longos. “O impacto do Posto de Renda em um eventual choque inflacionário é mais preocupante em vencimentos curtos, de até dois anos”, diz Daniel Leal, estrategista de renda fixa da BGC Liquidez.

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Ter vencimentos mais longos na carteira ajudando o investidor a repartir o peso da inflação ao longo dos anos. Uma tendência seria tombar da inflação posteriormente um pico, porque o Banco Meão subiria os juros para sustar a subida dos preços.

Título de limitado prazo

Para quem tem títulos com vencimentos mais curtos, nem tudo estaria perdido. “Com a mais subida inflação, verosimilhança o prêmio de risco para investir no País subiria, entano, posteriormente o vencimento do título, seria provável em títulos com rendimento real maior”, o que compensa a subida da inflação, explica Fabrício Silvestre, comentador da renda fixa da Levante Corp. Nas contas de Michael Viriato, estrategista da Mansão do Investidor, se o rendimento real sobe para 7,5% ao ano com inflação anual de 10%, o proveito líquido ainda é de 5%.

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E mesmo em um cenário de subida inesperada da inflação, os títulos atrelados ao IPCA são a melhor proteção na renda fixa. “Os prefixados não foram eliminados uma vez que concorrendo com os títulos de inflação, já que o rendido deles seria engolido pela inflação, já os pós-fixados passaram a remunerar mais com o BC subindo juros, mas o movimento pode demorar”, diz Silvestre.

Apesar do risco de ter o rendido menor, os especialistas dizem que isto não deve tirar o sono dos investidores: “não é a principal das preocupações”, segundo Silvestre. Com essa visão, o investidor pode ponderar a preço da proteção contra o efeito do IR na carteira, já que os títulos com vencimentos longos são considerados mais volateis.



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