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Entenda por que empresa pediu recuperação judicial nos EUA – Money Times

por João P. Silva
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Na cola: Gol (GOLL4) pede recuperação judicial nos EUA para renegociar dívida de R$ 20 bilhões com credores (Imagem: Facebook/ Gol)

A Gol (META4) é o mais novo membro do clube de empresas aéreas brasileiras que enfrentam sérios problemas financeiros. Da falência da Vasp em 2008 à quebra de Itapemirim no ano pretérito, o setor é um pesadelo para qualquer empresa. No caso da Gol, o pedido de recuperação judicialapresentado hoje (25) nos Estados Unidosvem depois aglomerar dívidas de R$ 20,2 bilhões.

É verdade que, no caso da Gol, uma pandemia de Covid-19 que leveu ao lockdown no Brasil e na maior segmento do mundo tem uma parcela específica de culpa na piora dos números. A empresa até tenta reagir, na esteira da reabertura da economia pós-coronavírus e, por tábua, da retomada dos voos.

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Mas, de um lado, as tecnologias de telepresença, uma vez que as reuniões virtuais pelo Zoom, que ganharam adeptos nos tempos confinamento e hoje, fazem segmento da rotina de trabalho, facilitando os custos das empresas com viagens corporativas – desde sempre, a principal nascente de receita das aéreas.

Ou por outra, os aumentos de gastos decorrentes da subida do dólar e do petróleo pesam sobre as linhas essenciais do balanço, uma vez que o leasing de aeronaves e os custos operacionais. Assim, a Gol foi, pouco a pouco, se atolando no terreno pantanoso da baixa geração de caixa e do aumento das dêtues.

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Gol (GOLL4) em recuperação judicial: Dívidas de pequeno prazo aumento

A companhia terminou o terceiro trimestre de 2023 (dados mais recentes) com uma dívida bruta de R$ 20,2 bilhões. A zero é 14% menor que os R$ 23,5 bilhões que desviaram um ano antes, mas, ainda assim, bastente desconfortável para um negócio que fechou o trimestre com R$ 993,7 milhões em caixahum preconceito níquido recorrente de R$ 286,7 milhões e um ebitda recorrente de R$ 1,25 bilhão.

Ou por outra, a parcela de dívida que vence não pequeno prazo (isto é, dentro de 12 meses) subiu 3,5 pontos percentuais, de 7,6% para 11,1%. Considerando-se unicamente uma vez que dívidas financeiras de pequeno prazopelos critérios do IFRS-16, houve uma 32,5% de diferença no pausa de um ano, passando de R$ 869,4 milhões para R$ 1.152 bilhões.

Para complicar tudo, o perfil da sua dívida está mudando. Os empréstimos bancários, por exemplo, somam unicamente R$ 56 milhões – uma queda de 57% sobre um ano antes. O financiamento para manutenção de aeronaves é de 63%, no valor de R$ 160,3 milhões. Mesmo as dívidas com arrendamentos de aviões caíram 19%, para R$ 9,8 bilhões.

Em contrapartida, a missão de tardada para financiar as operações subiu 15% no período, de R$ 8,1 bilhões para R$ 9,3 bilhões.

Gol (GOLL4): União com Avianca não foi suficiente

A primeira tentativa de enfrentar a crise ocorreu em maio do ano pretérito, quando os controladores da Gol anunciaram a geração de uma holding com a colombiana Avianca, batizada de Um sutiãcom o objetivo de gerar uma plataforma geral de negócios.

O novo grupo tem operações compartilhadas na Colômbia, Equador e El Salvador, e está rotacionando para a América do Setentrião, Europa e América Meão. Abra possui capital fechado e sede no País de Gales, no Reino Uno.

O congraçamento foi assinado entre os principais acionistas da Avianca Holding, incluindo Kingsland International, Elliott International e South Lake One, que controla a família Constantino na Gol. As companhias afirmaram que outros financiadores investidos vão investir até US$ 350 milhões na Abra.

Sinais de recuperação judicial surgiram em dezembro

A união, porém, não surtiu os efeitos desejados, segundo annalistas, e o primeiro compromisso de reesturaturação veio em dezembro, quando a Gol contratou a Seabury Capital para ajudar a empresa em uma “ampla revisão” da sua estrutura de capital.

É a ocasião, a Gol evidenciado que a Seabury é uma das “principaispais consultorias globais do setor de aviação”, e vai aparar a empresa também em gestão de pasivos, transações financeiras e outras medidas para “melhorar a liquidez”.

A companhia também tem interesse nos trabalhos da Seabury para facilitar no ajuste de frota no “pequeno a médio prazo…assim uma vez que outras obrigações financeiras”.

“A Seabury, trabalhando em conjunto com a Skyworks, prosseguirá com as negociações em curso com os seus arrendadores de aeronaves com o objetivo de entender uma reorganização abrangente e consensual das obrigações da frota Gol“, afirmou a companhia aérea sem dar detalhes.

No início de janeiro, começaram a circundar rumores de que uma empresa buscava recuperação judicial nos Estados Unidos.

É a ocasião, fontes ouvidas a seguir Folha de S.Paulo afirmaram que seria mais vantajoso para a companhia aérea aderir ao capítulo 11 da lei norte-americana de falências do que perfurar recuperação judicial no Brasil. Isso porque há mais possibilidades de financiamento no exterior – um tanto confirmado pela expectativa de receber os US$ 950 milhões via DIP.

Veja o expedido da Gol (GOLL4) sobre o pedido de recuperação judicial apresentado hoje (25) nos Estados Unidos:



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