Início » Estamos entrando na era dos pagamentos invisíveis

Estamos entrando na era dos pagamentos invisíveis

por João P. Silva
Estamos entrando na era dos pagamentos invisíveis

Há alguns anos a preocupação do setor de pagamentos em prometer uma transação com menos atrito para o cliente, hoje o Brasil entra na era dos pagamentos invisíveis, comentou a vice-presidente de negócios da Getnet, Mayra Borges, durante o quadro February Tech.

“Já existe pagamento por biometria facial, e algumas experiências mais futuristas, porquê etiquetamento, em que você pega uma peça de roupa em uma loja e ela entra maquinalmente em um carrinho virtual, debitando o cardão na saída da loja. Mas os pagamentos invisíveis também englobam os recorrentes, porquê a mensalidade da escola, o condomínio, no cartão de crédito”, comentou.

Pedro Bramont, diretor de meios de pagamento e serviços bancários do Banco do Brasil, lembra que há dez anos a instituição lançou uma pulseira Ourocard de pagamentos – antes dos smartwatches – mas muitos clientes acabaram não se adaptando.

“Hoje existem novas tecnologias, porquê biometria facial, ou mesmo implantes subcutâneos, mas ainda existe uma barreira em termos de dispêndio e também de segurança”, comentou.

O presidente da Visa no Brasil, Nuno Alves, lembrou hoje em dia que já existem deepfakes que imitam a voz ou a imagem de uma pessoa com bastente fidelidade.

“Eu adoraria minha ingresso no metrô sem fazer nenhum movimento para remunerar, só com a biometria. Mas se der qualquer problema, porquê a gente contesta?”, questionou.

Ainda assim, ele disse que estudos apontam que o ser humano toma em média 95 milénio decisões por dia, muitas delas de forma automatizada, e que alguns pagamentos se incluem nessa categoria.

Sobre o Pix, Mayra disse que ainda existem alguns pontos de fricção para o pagamento. Ela conta que, quando a Getnet resolveu colocar o pagamento com Pix dentro das maquininhas de cartão, havia manifesto ceticismo do mercado, já que nesse caso o lojista paga uma taxa.

“O que vimos, no entanto, vou uma adoção exponencial, por dois fatores. O primeiro é a segurança, já que o QR Code dinâmico é mais seguro que o estático, e também tem clientes que gostam de receber o corroborante em papel. E o segundo fator é a conciliação, porque, com o Pix integrado na maquininha, o lojista não precisa conciliar aquilo separadamente”.

Informações com fazer Valor Econômico



Fonte

Related Posts

Deixe um comentário

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você concorda com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Saiba Mais

Política de Privacidade e Cookies