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Galípolo sinalizou que só faria mediação cambial em consenso, dizem fontes

por Abel Ferreira
Galípolo sinalizou que só faria intervenção cambial em consenso, dizem fontes

(Bloomberg) — O principal tomador de decisões sobre uma  mediação cambial do Brasil sinalizou que não puxaria o gatilho para qualquer medida para sofrear a desvalorização do real neste ano sem obter totalidade pedestal do colegiado do Banco Medial.

Gabriel Galípolo disse a investidores em reuniões privadas neste mês que procuraria o consenso de outros diretores do Banco antes de tomar medidas no mercado cambial, de congraçamento com quatro participantes nessas reuniões.

A postura cautelosa parecia secção da estratégia do diretor de Política Monetária para evitar qualquer figura de ser suscetível a pressões políticas num momento quebrável para a instituição, disseram as pessoas, solicitando anonimato.

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Galípolo é a provável escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chefiar a instituição logo que o procuração de Roberto Campos Neto terminar, em dezembro. Isto o coloca num difícil ato de estabilidade entre um encarregado de Estado que exige que os decisores políticos combatam o que ele vê porquê especulação monetária e, por outro lado, investidores que estão desconfortáveis ​​com a crescente influência de Lula no BC.

O governo também clama por taxas de juros mais baixas, enquanto os mercados apostam que eles irão na direção oposta.

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O real brasílio caiu mais de 10% no reunido do ano, a maior queda entre os mercados emergentes depois do peso prateado. Os apelos à mediação do Banco Medial vieram dos aliados de Lula quando a moeda enfraqueceu acentuadamente na semana passada.

Em seguida, reduziu algumas dessas perdas quando Lula se absteve de comentar sobre o mercado cambial e o governo anunciou cortes de gastos.

“Tradicionalmente, qualquer decisão de mediação seria acordada com o presidente do BC”, disse Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do BC e atualmente presidente da Jive Investments.

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Os investidores se irritaram com as críticas de Lula à política monetária e atrasaram a confirmação das reduções de gastos. “Nossa moeda flutua e agora está reagindo ao aumento das incertezas”, acrescentou Figueiredo. Houve “muitos discursos públicos e entrevistas, aumentando a cada passo”.

As decisões de mediação no mercado cambial viriam de Galípolo, que chefia as mesas de negociação do Banco Medial. Durante anos, o presidente da instituição também precisaria sancionar quaisquer ações antes da sua implementação.

No entanto, à medida que a pandemia da covid-19 perturbava os mercados nacionais e globais, o diretor de política monetária do Banco recebeu autonomia para realizar operações cambiais utilizando até 5% das reservas internacionais do Brasil, que atualmente se situam perto de US$ 360 bilhões.

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Embora essa liberdade permaneça em vigor hoje – com um limite subordinado, de 2,5% das reservas – Galípolo ainda procuraria o consentimento de outros membros do cima escalão do banco.

Em discursos públicos, os banqueiros centrais, incluindo Campos Neto e Galípolo, culparam o “rumor de pequeno prazo” pela liquidação, apontando para incertezas sobre o porvir fiscal e monetário do país. Eles não chegaram a sinalizar qualquer tipo de mediação no mercado cambial.

A posição do Banco Medial em relação à moeda, por sua vez, levou Lula a alegar que existe um “jogo de especulação” que “não é normal”.

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Os decisores políticos enfatizam frequentemente que não têm uma meta para a taxa de câmbio. Mas, tal porquê acontece em muitos mercados emergentes, uma valorização sustentada do dólar pode aumentar os custos dos bens importados, pressionando a inflação.

No caso de falta de liquidez ou de sinais de disfunção do mercado, o BC pode leiloar novas linhas de swap cambial ou intervir no mercado à vista comprando ou vendendo dólares.

O banco meão do Brasil se recusou a comentar esta história.

Ciclo de juros

As tensões entre Lula e o Banco deverão aumentar depois que o Copom interrompeu um ciclo de flexibilização de quase um ano em junho e não deu sinais de continuar os cortes. Galípolo juntou-se à votação unânime do parecer para manter os custos dos empréstimos em 10,5%, depois de ter discordado em prol de uma redução maior na reunião anterior.

A equipe econômica do governo interpretou o voto de Galípolo porquê uma decisão corajosa que reforça a sua imagem de um decisor político técnico, disse uma pessoa com conhecimento do ponto.

As apostas são altas num momento em que os traders já apostam em aumentos de taxas levante ano. A preocupação é que os investidores possam antecipar um aumento nos preços ao consumidor devido ao real mais fraco e, consequentemente, gabar as suas estimativas de inflação ainda mais supra da meta de 3% do banco.

Se esse aumento persistir, poderá tornar inevitável outro ciclo de subida, segundo Italo Abucater, encarregado de câmbio da Tullett Prebon.

Em meio a uma potente desvalorização do real, a maneira mais prática e eficiente de reagir seria vendendo dólares, disse ele, acrescentando que essas vendas “criariam o envolvente para que os investidores estrangeiros recuperassem naturalmente os fluxos”.

©2024 Bloomberg L.P.



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